Confiar ou não em pesquisa eleitoral, eis a questão!

Pesquisa deve ter como único intuito auxiliar o marketing interno da  campanha e não divulgação externa da mesma, com intuito de induzir o voto do eleitor.

imagem de reprodução

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Em época de Fake News, muito mais que trazer dados para subsidiar os  políticos e marqueteiros sobre a situação momentânea de um candidato, as pesquisas eleitorais (ou eleitoreiras) de opinião pública vêm alacançando um outro patamar no jogo da política.Trata-se da manipulação eleitoral.
Isso, porque, não bastasse a forma manipuladora dos questionamentos, cada vez mais subejtivos, quando da elaboração de uma pesquisa para tentar confundir a cabeça do eleitor, alguns institutos de pesquisas manipulam e depois vendem resultados forjados, durante o processo eleitoral, como forma de tentar persuadir eleitores, sobre tudo aqueles que têm hábito de votar apenas em candidatos que estão à frente nas pesquisas eleitorais(voto útil).
No Piauí, tal malabarismo dos institutos de pesquisas fica cada dia mais claro, quando os números que deveriam ser exatos ora colocam o candidato da situação ao governo do estado, Rafael Fonteles(PT) à frente, ora coloca o candidato da oposição Silvio Mendes em primeiro, sempre com uma diferença que supera os 20 pontos de intenção, lógico de acordo com o instituto que realizou a pesquisa.
Apesar de todo mundo saber que na reta final esses números ficarão o mais perto possivel da realidade da vontade das urnas, tal prática de tentativa de manipulação por parte dos institutos de pesquisas, segue cada vez mais nefasta, e a impunidade cada maior maior da justiça eleitoral.
Porém, se a sociedade civil organizada quiser pôr fim à corrupção eleitoral, tal atitude deve ser rechaçada já nas primeiras práticas desleais do  jogo.
Para isso, faz-se necessário a exigência da mudança das regras das pesquisas, por exemplo, proibindo a divulgação pública  das mesmas, isso mesmo! Pesquisa deve ter como único intuito auxiliar o marketing interno da  campanha e não divulgação externa da mesma, com intuito de induzir o voto do eleitor.
Afinal de contas, na verdadeira democracia a conquista do voto deve ser feita através de propostas e não  com a manipulação do voto do eleitor que deveria ser conciente.

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